O Banco do Empreendedor, uma das maiores organizações de microcrédito de Santa Catarina, inaugura no dia 11 de agosto unidade de atendimento em Jaraguá do Sul, que…
Quando se trabalha em uma empresa dentro do formato CLT, o valor do salário e os descontos referentes a impostos já são pré-definidos e você sabe exatamente quanto vai ganhar por mês. Mas e quando a empresa é sua? Como é definida a sua remuneração?
No empreendedorismo, os donos do negócio recebem o chamado pró-labore. O termo em latim, que significa “pelo trabalho”, diz respeito ao valor que o dono tem direito de receber pelo seu trabalho e tempo dedicado à empresa. Até aí tudo bem. A dúvida que surge é: quanto exatamente o empreendedor pode retirar mensalmente do seu faturamento para “se pagar”?
É sobre isso que vamos falar a seguir.
Mas antes, é preciso entender algumas diferenças.
Muitos empreendedores acreditam que o dinheiro que vão pegar para si se refere ao lucro do negócio, mas isso não é verdade. O lucro é o que “sobra” do faturamento líquido após você pagar todas as contas da empresa. Ao contrário do que muitos acreditam, não é o lucro que fica com os donos, e sim o pró-labore.
Em segundo lugar, é preciso entender que existem algumas diferenças entre pró-labore e salário, segundo a legislação.
No pró-labore não existem regras obrigatórias em relação aos direitos trabalhistas, como o 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), férias remuneradas, entre outros. Esses direitos são facultativos e cabe a cada empresa decidir como vai funcionar.
Vale destacar ainda que o pró-labore não está isento de impostos. Quando o valor do pró-labore é superior a R$ 1.903,98, já incide a contribuição de Imposto de Renda de pessoa física.
De acordo com a legislação atual, o valor a ser pago como pró-labore aos donos de um negócio deve ser, no mínimo, equivalente a um salário mínimo. Porém, não existe nenhuma definição em relação ao valor máximo. Ou seja: cabe aos empreendedores decidirem o valor da sua remuneração mensal.
Mas, calma! Não fique tão animado.
Se você quer manter o bom funcionamento da empresa, essa escolha deve ser feita levando em consideração alguns pontos cruciais:
A capacidade de pagamento da empresa (fluxo de caixa e capital de giro;
O teto da sua contribuição para o INSS;
A contribuição para o Imposto de Renda.
Se você acabou de abrir um negócio, tem um faturamento baixo ou ainda não começou a faturar, retirar pró-labore ainda nem deve ser algo a ser feito. O recomendável é esperar o negócio ter maior solidez no mercado para começar a se pagar.
O valor do pró-labore é calculado entre os sócios da empresa, através de um comum acordo oficializado. Se você não possui sócios, o valor será determinado por você mesmo. Porém, para evitar problemas com a Receita Federal, o ideal é que o valor estipulado seja compatível com as remunerações pagas no mercado de trabalho para a função que você exerce.
Basicamente, para estipular o valor ideal você deve seguir os seguintes passos:
Liste as atividades que são a sua função na empresa
Faça uma pesquisa de mercado para saber qual é a média salarial de um profissional que realize as mesmas atividades (provavelmente será um cargo de Diretoria e alta gestão)?
Entenda suas necessidades pessoais e tente colocá-las ao encontro da média do mercado para chegar o valor do pró-labore
Defina uma periodicidade para facilitar os registros contábeis e a sua organização financeira
Formalize esse acordo no âmbito jurídico, com auxílio de um profissional da área, para evitar a tentação de ficar constantemente mudando de valor
É recomendável também adicionar a essa média que você encontrou o valor equivalente a férias, 13º salário e FGTS – direitos que você não tem acesso quando recebe pró-labore – para que chegue a um valor justo.
E não se esqueça: o valor deve ser condizente com a realidade da empresa.
O Banco do Empreendedor, uma das maiores organizações de microcrédito de Santa Catarina, inaugura no dia 11 de agosto unidade de atendimento em Jaraguá do Sul, que…
Orientação e informação de empreendedorismo, educação financeira e gestão com Luiz Carlos Floriani, diretor superintendente do Banco do Empreendedor, organização especializada microcrédito e microfinanças. “
O setor público é o maior comprador de bens e serviços brasileiros. Seja na esfera federal, estadual ou municipal fazer negócios com o governo pode ser…
EMPRÉSTIMOS RÁPIDOS E DESCOMPLICADOS PARA SUA MICROEMPRESA CRESCER